Pessoas solteiras alcançam maior sucesso profissional, pois investem menos energia psíquica para reprimir os desaforos, as humilhações e as concessões que todo casamento exige.
Apenas 5% dos casamentos são felizes.
O psiquiatra Flavio Gikovate, decreta a morte do amor romântico e diz que a vida de solteiro é um caminho viável para a felicidade!
“Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre o amor ea individualidade, opte pelo segundo.”
Quase todos os casamentos hoje são assim: um é mais extrovertido, estourado, de gênio forte. É vaidoso e precisa sempre de elogios. O outro é mais discreto, mais manso, mais tolerante. Faz tudo para agradar o primeiro. Todo mundo conhece pelo menos meia-dúzia de casais assim, entre um egoísta e um generoso. O primeiro reclama muito e, assim, recebe muito mais do que dá.
O segundo tem baixa auto-estima e está sempre disposto a servir o outro. Muitos homens egoístas fazem questão que a mulher generosa esteja do lado dele enquanto ele assiste na televisão os seus programas preferidos. Mulheres egoístas não aceitam que seus esposos joguem futebol. Consideram isso uma traição. De um jeito ou de outro, o generoso sempre precisa fazer concessões para agradar o egoísta, ou não brigar com ele. Em nome do amor, deixam sua individualidade em segundo plano. E a felicidade vai junto. O casamento, então, começa a desmoronar.
Os que reclamam são histéricos, reclamam da falta, de ter sido abusado pelo outro. Como a Brunetto disse sexta-feira, “uma criança que reclama de ter sido abusada.”
Histéricos mostram a falta o tempo todo, enquanto os obsessivos são os que fazem de tudo pra suprir a demanda do outro, nada pode faltar, não pode haver o buraco da falta.
“Os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico. Pensam que precisam de outra pessoa para se completar. Como Vinicius de Moraes, acham que ’é impossível ser feliz sozinho’. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.”
Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele “vazio no estômago” por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam.
“As razões que levavam as mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam mais. Nas universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas décadas elas ganharão mais que eles.”
Definitivamente, no dia dos namorados: Não precisa casar. Sozinho é melhor.